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2ª Etapa: Rubiães - Valença



Depois de uma noite bem dormida, abandonamos o albergue de Rubiães. Ao que parece fomos as últimas a sair!! Antes de começarmos, nada como tomar um belo café expresso para acordar. Como o snack-bar onde tínhamos jantado na noite anterior se encontrava fechado, a Carla achou por bem não ir ao outro que ficava mais à frente uns metros, distanciando-nos do caminho. Esse café a que me refiro era um 2 em 1, ou seja, café e merceria, cuja dona é uma senhora muito simpática e com um ar feliz. No dia anterior tinha-nos dado a provar o já esquecido chocolate artesanal, que antigamente se colocava no meio do pão!! Assim sendo, começamos a caminhar na esperança de encontrar um café mais à frente. Os campos verdes iluminados de orvalhadas despertaram os sentidos. Ao passarmos a belíssima ponte de Rubiães, fomos surpreendidas com a melodia das águas cristalinas que por ali passavam. Depois de muito caminharmos, chegamos a uma estrada nacional e avistamos um café e diz a Carla: "Olha, vês, está aqui um café!" ao que eu respondo: "Pois.. mas este era o mesmo, que há pouco tempo atrás ficava longe.". Foi a bela da risada, para animar. Já bem acordadas, retomamos o caminho que se afigurava semelhante ao anterior. As árvores desenhavam sombras no pavimento, inundando o caminho de ar fresco pautado de notas musicais do tilintar da água. A páginas tantas digo eu: "Olha um cão!" e a Carla, "Não é um cão, é um porco!" Ficamos estáticas a fitar o animal, era um pequenote javali. "Carla, tenho de te dizer uma coisa", digo eu a medo e a Carla, "O quê? É hora de fugir?". Soltamos uma gargalhada. "Não. Só espero que a mãe não ande por perto, caso contrário estamos feitas." De cajado armado, começamos a caminhar devagar. O pobre javali, mal percebeu que nos estávamos à abeirar, desatou a correr. Encontramo-lo mais à frente, junto a uma bifurcação. Ainda teitei fazer amizade com ele, mas este mostrou-se com cara de poucos amigos e voltou para trás! Passamos em São Bento da Porta Aberta, onde aproveitamos para visitar a igreja e fazer uma pausa. O caminho da parte da tarde, foi um pouco mais difícil. As árvores e os ribeiros tinham dado lugar ao asfalto. Chegamos a Valença e com a ajuda das pessoas, encontramos o albergue de S. Teotónio, que ficava ao lado dos Bombeiros. Já lá estavam outros peregrinos que nos abriram a porta. Que bela reconpensa! O albergue para além de ser muito limpo, estava muito bem equipado e organizado. À noite, reunimo-nos todos no jardim. Falamos dos nossos costumes e contamos algumas peripécias. A sensação era de que estávamos em casa!

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