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1ª dia (26/09/2009): Ponte de Lima - Rubiães












Chegamos a Ponte de Lima passava pouco das 8h30. O Kikas deixou-nos num parque e ali nos despedimos para a nossa grande aventura. Dirigimo-nos à Igreja Matriz, na tentativa de assistirmos a uma celebração litúrgica onde se procede à benção e envio dos peregrinos. Como tal não foi possível, falamos com o Padre e informalmente fizemos a oração de benção ao peregrino. Foi com um sorriso que nos despedimos e com a promessa de dar um abraço a São Tiago.
Passamos a ponte romana e seguindo as setinhas amarelas, passamos ao lado do albergue de pereginos que já se encontrava fechado. Os nossos corações ansiosos, diziam-nos que tinha chegado a hora. Finalmente pisávamos o Caminho Português de Santiago. O caminho rural, foi serpenteando por entre aldeias e veredas. As cores que se apresentavam eram belíssimas, típicas da estação outonal. As folhas pintavam o chão ladeado de carquejas no seu tom lilás e folhas em rosa velho. O cenário era ainda enriquecido pelos sons dos ribeiros e pequenos pássaros, que por ali passavam, qui çá, para nos desejar um bom caminho. Ouvimos o som de concertinas, e ali estava uma menina a tocar para os habitantes locais, eventualmente seus familiares. Tínhamos avistado o 1º peregrino, que ao passar também parou para ouvir as concertinas desconcertantes. Mais à frente, depois de passarmos junto à auto-estrada, em Labruja, avistamos uma café onde paramos para comer, o "Café Nunes". Já lá estava o peregrino (o nosso velhinho, como viemos a chamar) e mais outro. A senhora, com um ar tranquilo e com um aspecto de quem não tem preocupações, deixou-nos à vontade para pegarmos no que quiséssemos. Bolachas Maria a 20 cêntimos.... se não fosse tão longe, vínhamos fazer aqui as nossas compras!!! De volta ao caminho, aproximava-se uma súbida muito íngreme, que muito embora já estivéssemos preparadas mentalmente, custou bastante a fazer. O calor apertava e o corpo começava a dar sinais de cansaço. Quando chegamos ao topo da serra da Portela Grande, a bela surpresa - uma vista magnífica do vale do Minho. Finalmente o percurso passava a ser a descer. Pouco tempo depois já estávamos no Albergue de Rubiães, onde ficamos muito bem instaladas. Cá fora estavam 2 alemãs e uma coreana que tinham partido do Porto e que mais tarde viemos a conhecer. Também o rapaz alemão do café e uns espanhóis. Quando consultamos o livro de registo dos peregrinos, nem querímaos acreditar. Quantas pessoas vinham do outro lado do mundo e que tinham partido do Porto ou de Lisboa!!







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