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6ª Etapa: POntevedra - Caldas de Reis

Acordamos como novas. Dirigimo-nos ao centro para ver a igreja da Virgem Peregrina. Por sorte estava a fazer limpeza, permitindo-nos visitar e testemunhar tamanha beleza. Obrigada. Fizemos a oração da manhã e como não podia deixar de ser.. o nosso café, desta vez acompanhados de churros. Saímos da cidade atravessando a Ponte de Burgo por ponde passa o Rio Lérez. Mais à frente fomos abordadas por um peregrino, que para nosso espanto era português e de Vila Nova de Gaia!!!! O caminho inicialmente estadiante, tornara-se belíssimo, passando pelo meio de campos de milho e muitas videiras. Depois de muito andarmos, cruzamo-nos com uma estrada nacional, onde se encontrava assinalado Parque Natural. Seguimos asindicações e à medida que nos aproximávamos, o cântico das águas entoava cada vez mais forte. Quando chegamos, vislumbramos uma grande encosta, formada por pedras gigantes, de aspecto macio, por onde a água se escapava a grande velocidade. Embora esitantes, decidimos não tomar banho, descansando numa esplanada onde já se encontrava o nosso português e mais outros peregrinos espanhóis, que partilhavam alguns petiscos e um bom vinho. Foi com uma expressão de alegria que o português nos saudou. Estava preocupado, por ter deixado de nos avistar. Chegamos a Caldas de Reis e dirigimo-nos à Casa do Concelho, no entanto o posto da Polícia encontrava-se fechado. Sabíamos que em Caldas não existia albergue, mas queríamos verifiar se era possível ficar num pavilhão desportivo, conforme indicações do nosso livro. Ligamos para a Polícia que nos informaram estar diponível apenas para grandes grupos. Mais à frente econtramos as nossas meninas alemãs. Fomos visitar a Catedral e aproveitamos para peguntar onde ficava o colégio das Monjas.. talvez as irmãs não se importassem de ficar connosco. Infelizmente importavam-se e tivemos de rapidamente encontrar onde ficar. Acabamos por encontrar uma pensão e sobre este episódio não me vou alargar...apenas referir que quando nos deitamos sentimos algo estranho.. faltava alguma coisa.. a partilha de um espaço, o sentimento de união, de comunidade de um albergue.. onde estavam os restantes peregrinos??

5ª Etapa: Redondela - Pontevedra

Fomos como sempre, das últimas a sair do Albergue. O Caminho de Santiago iniciava mesmo ali. Desviamo-nos até ao centro, para ir à clínica de fisioterapia. Tínhamos marcado consulta para as 9h30. A Carlinha já não aguentava as dores nas costas!! Saímos de Redondela passava das 10h30. Esta foi sem dúvida uma das etapas mais difíceis, face às subidas íngremes intercaladas entre floresta e asfalto, desgastando-nos imenso. A mochila que mais parecia um estendal, não ajudou em nada. A nossa roupa não tinha secado, incrementando desta forma o peso da dita cuja. Fizemos poucas paragens e a do almoço terá sido a primeira. Escolhemos um belo local, junto a um rio que cantava entre as pedras e que outrora terá passado debaixo de uma ponte de um só arco. Desta vislumbramos apenas os seus restos mortais mas eternos para comprovar a sua existência. A chegada a Pontevedra foi semelhante às outras cidades movimentadas. O contraste marcante entre o silêncio e a confusão, entre o verde e o betão..o Albergue ficava mesmo à entrada e tinha um aspecto muito simpático. Chegamos muito tarde não nos permitindo grandes andanças. Perguntamos a que horas iria haver missa no dia seguinte, na igreja da Virgem Peregrina e informaram-nos que se iria realizar à tarde, para grande tristeza nossa. Nesta noite ficamos até tarde à conversa, num pequeno sofá do hall da entrada.